Oi, você lembra do meu fígado? Ele continua o mesmo, mas os meus cabelos, quanta diferença! Porque faz uns 5 milhões de anos que eu estava tomava finasterida, o remédio do dilema masculino. Quer ficar careca? Não! Quer brochar? Não! E entre ser careca e brochar? Se você é careca, não leva ninguém pra cama, se você é brocha, leva e passa vergonha. É melhor parecer que come todo mundo ou comer de verdade? No universo masculino a imagem pode valer bem mais que os fatos. Mas enfim: o caso todo é que tomar finasterida pode sacanear o fígado e hoje a doutora disse que eu ainda tenho um fígado. Saudável. Cabe muita cerveja nele ainda, vejam vocês. Falou para eu parar de tomar o remédio por uns meses e tomar umas vitaminas no lugar. Sabem, viver a vida intensamente, sempre cheio de ereções e com muito cabelo loiro enfeitando a cabeça. Aí o ano começa a fazer a curva e aponta na direção do meu aniversário, já que o assunto é fígado ainda saudável. E estou pensando em fazer uma comemoração com muita cerveja, vitamina, ereções e cabelos fortes. Não sei em que lugar tem tudo isto: não existem vitaminas para vender em casa de swing, por exemplo. Aí eu fico sem a menor idéia de onde ou o que fazer do fatídico dia dos meus 29 anos. Sempre quis comemorar o meu aniversário numa festinha para amigos na minha própria casa, cada um traz uma caixa de cerveja e eu coloco um aviso sobre a descarga da privada pedindo para que todos redobrem a atenção com a mira, mas eu não vou ter a minha casa ainda este ano. No quarto alugado da crente doida não da, não quero que ao invés de ereções todo mundo saia abençoado do meu aniversário.


Escrito por Klein às 00h23 [ ] [ envie esta mensagem ]



To querendo comprar um notebook. É o que escolhi para me dar de presente para meu aniversário que ta chegando aí. E como meu primeiro grande bem material desde que comecei a trabalhar. Quero comprar um notebook potente, super potente, capaz de realizar um zilhão de cálculos por segundo, que poderia fazer um míssil acertar com precisão um fio de cabelo no outro hemisfério do mundo. Preciso disto para ler blogs, falar no MSN e ver filmes eróticos, em essência. Então eu dei uma volta na Santa Ifigênia, a Coréia brasileira. Só para sondar. Depois entrei no Mercado Livre, que é como a Coréia seria se fosse um site. Tem um monte de caras trazendo notebook para o Brasil, mas a gente fica com medo de comprar deles porque parece que vai vir em uma caixa suja de sangue. Mandam a caixa com um notebook pra cá e a gente devolve a mesma caixa para os EUA com algum morador de Governador Valadares, um tipo de troca justa. Ainda não achei o meu note, tenho medo de loja de internet, fico achando que vou cair em golpe. Eu compro o note e de dentro dele sai um anão que vai bater em mim e roubar meu dinheiro e minhas cuecas. Então to aqui rachando a cabeça para descobrir se este ou aquele lugar são ou não confiáveis para comprar o note. Ligo pra lá e pergunto "quanto está o Acer de tal modelo? E o Toshiba? Tem anões trabalhando aí?"


Eu também não sei quais marcas de note são confiáveis. Fora as óbvias. Fiquei namorando um Toshiba aí, porque é uma marca que eu conheço. Tenho uma TV da Toshiba que comprei quando fiz 14 anos. Ela vai completar 15 anos de idade com os meus 29, então pode rolar um baile de debutantes. Não sei se a tecnologia da minha TV é a mesma do notebook, então eu não faria planos pra daqui mais 15 anos...


Escrito por Klein às 23h26 [ ] [ envie esta mensagem ]



Tem vez que isso acontece. Que eu saio com estas meninas que não tem nada a ver e da um vaziozinho. E eu nem posso falar que isso da um vaziozinho porque a missão de um homem na terra não é ter vaziozinhos, e sim conquistar troféus. Sempre quantitativo, nunca qualitativo. Cospe no chão, xinga o juiz e diz a quantidade, é esse o script. Em geral para os outros e às vezes para você mesmo. Vaidade e auto-afirmação: tem aos 15 e tem aos 45, 55. Nestes tempos de invenção da vitamina azul, então, vai até 75, 85. Aí eu venho confessar meu xororô publicamente: aqui só tem mulher lendo. Os homens que lêem, costumam se fazer de analfabetos, vocês já perceberam. Mesmo com a presença de homens analfabetos, é menos pressão e eu posso falar isso e eventualmente ouvir alguém dizer que oh, você é tão sensível. (Que equivale a você está desculpado). Acho que sensível todo mundo é à sua maneira: eu, você e o governador da Califórnia. A diferença é que tem gente que faz post em blog e tem gente que arruma briga no trânsito pra dar tiro: cada um tem a sua própria poesia para a frustração. E acho engraçado escrever isso aqui porque eu sei que muita gente pensa que eu sou comedor, passo a vara em todo mundo e etc. Parte da culpa é minha, eu vendo essa imagem, inclusive aqui. Porque às vezes eu to falando "almocei fulana e jantei sicrana" e é tudo bem falso. Faço questão de tudo ser bem falso: quando é verdade, eu faço falso. Ou o rir de si. Eu lembro da Iara, minha paixonite aos 13 anos de idade. A gente deixava outros dois beijando na sala e ia pros fundos da casa dela pra ela fumar escondido dos pais. Eu não fazia nada, só engatava em algum papo no estilo eu sou um merda. Fazia piadinhas sobre ser um merda. Piadinha sabor merda. Aí ela dava risadinhas e dizia que eu não era um merda. E dava uma tragada. Eu dizia que era um merda só para ela dizer que eu não era um merda, mas eu nunca beijei a Iara nem assim, mesmo com todo o meu empenho na hora de dizer a ela o quanto eu era um merda. Hoje eu rio de mim mesmo só ridicularizando alguns pontos porque fiz terapia suficiente para ter mais auto-estima que merda e para entender que todo mundo é ridículo que nem eu em algum momento, então não sou tão especial assim. Sou só bastante normal. No máximo, sou uma merda bem ordinária. Bom não era nada a ver com essa coisa de ser ou não ser um merda, perdi o foco, é só que algo me diz que essa ideologia de difusão maciça de espermatozóides andou me dando uma canseira esses dias. Aí pensei em uma coisa andar de mãos dadas no shopping e dormir vestido, tentar um dia destes. A título de experiência.


Escrito por Klein às 21h52 [ ] [ envie esta mensagem ]




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Olá, eu sou o Klein e fisicamente pareço um príncipe germânico. Blá blá blá. Todo mundo já está de saco cheio deste papo de príncipe germânico, vamos ser honestos, mas é a piada besta que acompanha este blog desde que eu o tenho e é sempre disto que todo mundo lembra. Mas na verdade esse negócio de príncipe é papo pra bundão. O único príncipe brasileiro respeitável foi, a meu ver, o Ronnie Von. Que não parece muito germânico. E também não se parece muito comigo. De qualquer forma, hoje ele apresenta um programa para donas de casa que ocupam suas tardes fazendo pirulitos de chocolate para vender na vizinhança.

Não está nos meus planos apresentar um programa de auditório para donas de casa. Nem estou renegando uma eventual realeza: só estou explicando que esta coisa de príncipe germânico não é necessariamente boa, mas eu não ousaria fazer um perfil no meu blog que não citasse esta piadinha besta tão tradicional por aqui. Mas acho que ultimamente estou mais para o outro cabeludo que vai aparecer na sua rua do que para príncipe germânico.

De qualquer forma, sejam bem vindos ao meu blog. Se você é o tipo de pessoa que gosta de ler qualquer tralha por aí, então deu certo porque eu escrevo textos no estilo qualquer tralha. Se você é o tipo de pessoa que apresenta programas de auditório para donas de casa ou o tipo de pessoa que vende pirulitos de chocolate para os vizinhos, saiba que não é nada pessoal. Por fim, se você for o Ronnie Von, o Eduardo Araújo ou um dos irmãos da família Carlos, oh, quanta honra vocês por aqui!

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