E as mamãezisses da mamãe, uma graça só. Aquela coisa de um planeta todo feito de mimos e palavras no diminutivo. Com uma cereja no topo, pra dar o toque de classe. Ontem e hoje estão sendo meus dias de folga e eu resolvi passá-los aqui na casa da mamãe, onde tem internet, máquina de lavar roupa e, claro mamãe, papai e Laika, a cadela gente fina.

Cheguei quarta de noite e sentei no chão da sala, mamãe sentada à mesa de jantar e Laika, a cadela gente fina, entre a gente. Com a bunda virada pra mim para eu coçar suas costas enquanto converso com mamãe. E aí é novidade pra cá, novidade pra lá, etc, filho fora de casa, morando em quarto alugado significa história pra contar. E aí eu digo tudo isso pra ela, que eu vou passar um dia e no máximo dois, talvez só um, e que no dia seguinte ia lavar minhas roupas. E que nesse dia seguinte mesmo eu talvez já voltasse para o meu quarto alugado. Ela pergunta se vou almoçar em casa no dia seguinte e eu digo que sim. Tem feijão no freezer. Tá, deixa descongelando do lado e fora que amanhã eu preparo para mim. Como em: não se incomode, mãe.

No dia seguinte tem pronto para comer: feijão, arroz, peito de peru, farofa, salada de pepino e toda a solução para a fome dos municípios pobres do nordeste. De brinde, um bilhete:

"Como tu disseste* que iria lavar as tuas roupas hoje, eu pediria que aguardasses eu voltar eu voltar para casa com o sabão. O que tem na área de serviço contém muita soda"

Bem, semana passada não parecia ter problema lavar a roupa com muita soda. Como em: to dando uma desculpa esdrúxula para te amarrar em casa mais um dia, usando sabão em pó e uma montanha de comida. Bem ao estilo de mamãe. No final do bilhete um estou feliz com a sua visita. Em outra época da minha vida, eu ia correndo contar tudo pra dra Regina, a psicóloga. Como eu fugi da dra. Regina, escrevo no blog mesmo.

Não entendam como quem está meramente zombando. É tudo muito bonitinho sim. Conforme o previsto, mamãe ta sofrendo com isto. Também conforme o previsto, nem eu estou achando tão fácil assim. (Eu nunca disse que ia achar fácil, só que queria e faria isto custasse o que fosse!) Eu ficaria os dois dias aqui de qualquer jeito. Mas ir para o quartinho é o que tem que ser feito, bla bla bla.


* - Sim, mamãe é gaúcha.



Escrito por Klein às 16h45 [ ] [ envie esta mensagem ]




Studio L'Oreal


Comecei a ler 'Manuelzão e Miguilim' do João Guimarães Rosa. Guimarães Rosa, vocês sabem, um destes escritores que consolidaram suas carreiras produzindo livros de cair em vestibular. Pouca coisa poderia parecer mais inapropriada pra alguém como eu, que não é exatamente alguém com dom para a leitura. Mas aparentemente eu já tenho a capacidade de entender a graça de um texto desse tipo. O caipira, o mineiro, em forma de texto: as frases não seguem exatamente um português e metade das palavras são inventadas. Mas para minha própria surpresa, estou gostando mesmo do livro: só comecei a ler ele porque queria qualquer coisa para ler e foi o único que achei aqui que eu não tinha lido ainda.

Mas não consigo deixar de achar absurdo em uma coisa dessas cair em vestibular. Você precisa evoluir pra entender um texto destes. No sentido de que você tem que ter um repertório prévio para entender essa graça que é toda baseada em construção. Porque a história mesmo, grandes merdas: por enquanto é só um pirralho ficando velho. Se você não entende uma construção simples, não pode entender porque naquela frase o sujeito veio depois do predicado. Então no vestibular devia cair, sei lá, Nick Hornby. Talvez Douglas Adams. Paulo Coelho, se quiser literatura brasileira. Para ver se a gente é capaz de entender um texto normal e tirar alguma coisa dele: é o que um médico, um administrador e a maioria das outras profissões usam: a base. O que vai além da base devia ser explorado dentro das faculdades, conforme a necessidade. E, na boa: não acho que até os 17 ou 18 anos a gente efetivamente desenvolve esse tipo de coisa. E acho que nem é importante: nem todo mundo quer ou precisa desenvolver esse tipo de coisa. E pode ser alguém útil pra sociedade de qualquer jeito. Mais que muita gente que entende Guimarães Rosa, Saramago e esses caras que dão trabalho de ler.

É assim com qualquer coisa. Se você quer saber o porquê de Mondrian ou Picasso serem legais, você tem que saber o que eles queriam com aquilo. E por que aquilo soma ao que um Michelangelo fez. Quer saber o porquê de RamonesYes serem legais, tem que saber qual é a proposta deles e o que eles queriam com aquilo. E por que aquilo soma ao que os Beatles fizeram. (Isso aí é respectivamente, na minha cabeça: Mondrian é Ramones e Picasso é Yes). Não da pra gostar de Metallica sem entender Black Sabbath. E assim por diante.

Quer dizer, você até pode gostar, mas não vai entender como aquilo foi feito, onde estava a novidade da coisa: nem tudo o que a gente gosta é porque contém novidade. Nem tudo que tem novidade a gente gosta também. É questão de acumular repertório: parece que eu tenho o suficiente para ler Guimarães Rosa, mas não tenho o suficiente para ouvir Jazz moderno e nem música clássica. Também não gosto de Yes. E Mondrian deu no saco, apesar de eu achar genial.



Escrito por Klein às 16h09 [ ] [ envie esta mensagem ]



Eu adorei a minha nova instrutora lá no trabalho. (No mínimo, por enquanto: ela não fez nenhum movimento brusco, não praticou atos de vaquisse, etc). Ela é extremamente paciente, explica as coisas com calma e veio com toda uma proposta de cumplicidade e jogo limpo. É extremamente peituda também. Aí quando eu falo com as pessoas que eu encontro, eu digo: "ela é a minha psora". Mas quando é ela quem encontra as pessoas, ela diz "esse aqui é meu filho". Perigoso, né? Porque neném pode querer mamar. Mas eu não devo dar em cima dela: apesar de ser encantadora (e peituda), ela é casada e tem até filho. E bem, vocês sabem que, se tem uma coisa com a qual não me meto, é mulher de algum alguém. (Eu nunca fiz isto, em especial, neste primeiro semestre de 2008).


Piadinhas à parte, ela é realmente muito legal. Como pessoa, estou falando. Acho que dei muita sorte: um dos meus grandes medos era pegar uma instrutora pentelha e acho que não está sendo o caso.


Escrito por Klein às 01h34 [ ] [ envie esta mensagem ]



ICQ Bizarro


Eu digo:

Sim, é questão de estilo. Não tem certo e errado pra essas coisas. Como a carioca que eu saí e tava te contando. Ela é bonita, é agradável, é até ruiva, mas não é meu estilo.

Ela diz:
Pois é... e veja eu, que tô saindo e estou bem com um cara que não tem nada a ver comigo. nada. mas ele me faz bem e eu gosto dele. A vida é engraçada e interesses idem.

Eu digo:
É... às vezes a gente sai com gente nada a ver e fica UAU também. Acho que a gente não sabe de verade do que gosta. A gente simplesmente gosta.



Escrito por Klein às 16h49 [ ] [ envie esta mensagem ]



ICQ Bizarro


Ela diz:
Sonhei q vc era um matador de aluguel. Pra variar, eu e meus sonhos estranhos uauahuha envolvendo pessoas conhecidas

Eu digo:
Jura? Mas que eu te matei ou que você se sentiu seduzida pela virilidade de um matador?

Ela diz:
auhauhauhhaua eu achava esquisito... vc saía matando as pessoas, meio estranho.

Eu digo:
É meio estranho porque nem é uma coisa que eu faço. Ou pelo menos não fiz na sua frente. Tipo tirar ranho do nariz. É mais ou menos a mesma coisa.

Ela diz:
Hahahahahaha! Vc ja matou pessoas por dinheiro?

Eu digo:
Que nada! Por que você acha que eu sou pobre?

Ela diz:
Hahahahahahahahah!! É verdade... já estaria nadando em dinheiro se fizesse.

Eu digo:
Aí eu casaria com alguma mulher super elegante, culta e artista plástica, daquele tipo que faz quadros horríveis que ninguém compra. Daria pra ela uma mansão com piscina, carro importado, essas porras... e ela ia perguntar "mas de onde vem tanto dinheiro, com o que você trabalhar?" e eu responderia "trabalho com gestão de pessoas"... Pensando assim, eu gostei do seu sonho!


Talvez o mais esquisito desta conversa é que ela não foi com a Xris.



Escrito por Klein às 12h51 [ ] [ envie esta mensagem ]



Olha, não é que eu não amo mais vocês. Eu amo mesmo. Muito. No meu caso, amar vocês significa querer sexo com todas as mulheres e o dinheiro de todos os homens, vejam que estou avisando. Mas enfim: o caso é que minha carteira de trabalhar no circo já chegou, faz uns dias, e por conta disto estou morando no quarto da crente louca. Não sei se vocês estão cientes de que não há internet lá. Acho que internet não é de Deus. Com toda esta putaria, pedofilia, sites nazistas e blogs pessoais, a internet não pode ser chamada de algo de Deus, então é por isto que não tenho atualizado isto aqui.

A vida no quarto da crente louca é um porre. Quando da uma animação venho aqui Lan House. O resto do tempo eu fico vendo televisão ou lendo um livro que nem estou gostando muito, mas é o único que tem lá comigo. Isto se a gente não considerar a Bíblia, é claro. Às vezes pra tentar deixar o ambiente menos abençoado por Deus e lembrar mais das minhas origens, fico desfilando de cueca pela casa*. Não deve ser de Deus andar de cueca pela casa. Eu escolho as que estão mais sujas, para ser menos de Deus ainda.


* - Eu não sei se vocês sabem, mas o caso é que é uma casa cuja proprietária é a crente louca, mas ela não mora lá. Eu moro sozinho na casa. Não to muito feliz não, mas to sempre mais ou menos de olho para ver se aparece algo melhor em termos de moradia.

Na minha escala do Circo Garcia saiu que sábado de manhã eu vou para Caldas Novas fazer magias. Às 7 horas da manhã. O que leva pessoas quererem me ver fazer magias às 7 horas da manhã de um sábado em uma cidade que eu nem sabia que existia até googlá-la? Não é uma reclamação, é só uma pergunta mesmo.



Escrito por Klein às 14h16 [ ] [ envie esta mensagem ]




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Olá, eu sou o Klein e fisicamente pareço um príncipe germânico. Blá blá blá. Todo mundo já está de saco cheio deste papo de príncipe germânico, vamos ser honestos, mas é a piada besta que acompanha este blog desde que eu o tenho e é sempre disto que todo mundo lembra. Mas na verdade esse negócio de príncipe é papo pra bundão. O único príncipe brasileiro respeitável foi, a meu ver, o Ronnie Von. Que não parece muito germânico. E também não se parece muito comigo. De qualquer forma, hoje ele apresenta um programa para donas de casa que ocupam suas tardes fazendo pirulitos de chocolate para vender na vizinhança.

Não está nos meus planos apresentar um programa de auditório para donas de casa. Nem estou renegando uma eventual realeza: só estou explicando que esta coisa de príncipe germânico não é necessariamente boa, mas eu não ousaria fazer um perfil no meu blog que não citasse esta piadinha besta tão tradicional por aqui. Mas acho que ultimamente estou mais para o outro cabeludo que vai aparecer na sua rua do que para príncipe germânico.

De qualquer forma, sejam bem vindos ao meu blog. Se você é o tipo de pessoa que gosta de ler qualquer tralha por aí, então deu certo porque eu escrevo textos no estilo qualquer tralha. Se você é o tipo de pessoa que apresenta programas de auditório para donas de casa ou o tipo de pessoa que vende pirulitos de chocolate para os vizinhos, saiba que não é nada pessoal. Por fim, se você for o Ronnie Von, o Eduardo Araújo ou um dos irmãos da família Carlos, oh, quanta honra vocês por aqui!

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