Se você for o tipo de pessoa que gosta de se sentir sufocada, esqueça o Rio de Janeiro: a nova onda é São Luis do Maranhão. A umidade do ar é altíssima: se o planeta Terra tem 75% de água, São Luís é um lugar com uns 98%. (Dizem que Manaus tem 117%, não sei, vou descubrir muito em breve). O que me leva a crer que todas as pessoas que vi enquanto estive lá eram, na verdade, medusas que abusaram do bronseador.
Sempre achei que o que mais me chocaria ao chegar a São Luís seria encontrar a Roseana Sarney no aeroporto. Não foi. Ela não fica lá recebendo os turistas, diferentemente do que sempre gostei de pensar. O que mais me chocou foi descobrir que lá (e provavelmente em outros lugares que não conheço também), o primeiro bloco do Globo Esporte é local. Cheio de notícias sobre a disputa da terceira divisão do Brasileirão. Depois tem um intervalo comercial e, na volta, simplesmente aparecem outros apresentadores como se nada tivesse acontecido. À queima roupa, sem aviso prévio, pé na bunda por WO. Tipo a novela Carrossel: quem não se lembra que, de repente, o Firmino passou a ser interpretado por outro ator?
Outras coisas me perturbaram em São Luís: os semáforos que tem acabamento de azuleijos me deixaram uns 5 minutos pensando se andei tomando banho no lugar certo. Um número relativamente alto de pessoas andando de calça jeans nas ruas é um desafio às leis da biologia que exigem que um corpo transpire em temperaturas tipo 83 graus C. Até eu, loiro e gatucho, deixei me render à falta de elegância que é usar uma bermuda, vagando pela rua e cumprindo meu papel de ponto reluzente que cega seres humanos por ser capaz de refletir tanta luz.
Um dia depois de escrever este post, fui a Manaus. E definitivamente a temperatura era - ou pelo menos estava - mais agradável que São Luiz.
Meu notebook chegou. Tentei levar ele na viagem e tive bastante tempo livre, mas não achei uma rede para usar em nenhum lugar que fiquei. Pelo menos não que fosse de graça...
Olá, eu sou o K. e fisicamente pareço um príncipe
germânico. Blá blá blá. Todo mundo já
está de saco cheio deste papo de príncipe germânico,
vamos ser honestos, mas é a piada besta que acompanha este blog
desde que eu o tenho e é sempre disto que todo mundo lembra. Mas
na verdade esse negócio de príncipe é papo pra bundão.
O único príncipe brasileiro respeitável foi, a meu
ver, o Ronnie Von. Que não parece muito germânico. E também
não se parece muito comigo. De qualquer forma, hoje ele apresenta
um programa para donas de casa que ocupam suas tardes fazendo pirulitos
de chocolate para vender na vizinhança.
Não está nos meus planos apresentar um programa de auditório
para donas de casa. Nem estou renegando uma eventual realeza: só
estou explicando que esta coisa de príncipe germânico não
é necessariamente boa, mas eu não ousaria fazer um perfil
no meu blog que não citasse esta piadinha besta tão tradicional
por aqui. Mas acho que ultimamente estou mais para o outro cabeludo que
vai aparecer na sua rua do que para príncipe germânico.
De qualquer forma, sejam bem vindos ao meu blog. Se você é
o tipo de pessoa que gosta de ler qualquer tralha por aí, então
deu certo porque eu escrevo textos no estilo qualquer tralha. Se você
é o tipo de pessoa que apresenta programas de auditório
para donas de casa ou o tipo de pessoa que vende pirulitos de chocolate
para os vizinhos, saiba que não é nada pessoal. Por fim,
se você for o Ronnie Von, o Eduardo Araújo ou um dos irmãos
da família Carlos, oh, quanta honra vocês por aqui!