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O meu emprego tem disso: algumas pessoas ficam um pouco encantadas de saber que estão conhecendo uma pessoa que faz uma coisa dessas. Acho que acontecem duas coisas: a primeira é aquele lance do sonho de criança. Todo mundo quis ser bombeiro, astronauta e essas coisas quando é criança. Na adolescência a gente quer ser dono de puteiro, então não da pra associar meu emprego com adolescência. Aí nego fica numas de que existe uma aura mágica em torno de você e isso é bem engraçado e lisonjeiro ao mesmo tempo: eu mesmo decidi fazer isso meio na cagada, nunca tinha SONHADO com esse troço. A segunda coisa tem uma referência mais de vida adulta mesmo: como eu nunca paro na minha casa e to sempre viajando, eu sou um ser super descolado, modernoso e pra frentex. Desde o começo do ano eu estou colecionando uma série de "seu emprego é mais legal que o meu" e de gente que acha que eu ganho para fazer turismo. Não quero minimizar os benefícios que, sim, existem. Mas eu tento continuar explicando que é só um emprego. Um que estou adorando, ao contrário do que pensa a turma do "seu emprego é mais legal que o meu" a respeito do seu próprio trabalho. Tem o lado da coragem também: nego me acha muito corajoso por ter jogado tudo pro alto pra arriscar isso. Mas a verdade é que eu nem tava jogando tanta coisa assim pro alto, só descartei umas planilhas que eu mesmo colori. Mas a verdade é que eu não sou um cara tão descolado assim. Eu sou só um cagalhão mesmo. Não no sentido de que eu sou pior que você aí: nós dois somos cagalhões, é o que eu penso. Eu, por exemplo, sou o cagalhão que hoje de tarde estava no mercado tentando comprar um único tomate e não conseguia achar nenhum com uma cara razoável. Aí tinha uma tia velha do meu lado. Aquele tipo de tia velha que pega fila pra exame de prostata só para puxar conversa com as pessoas da fila. Aí ela comentando de uma criança que estava chorando: "essa molecada fica de algazarra, se perde da mãe no mercado e depois fica chorando. Quer saber? BEM FEITO PRA ELA". Respondi que não diria nada pois, naquela idade, eu também me perdia da mãe no mercado e chorava. Hoje eu não choro, sei ir embora do mercado sozinho. Mas continuo sendo só mais um cagalhão, do tipo que não consegue escolher um único tomate com uma cara razoável sem a ajuda da mãe.
Escrito por Klein às
19h56
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Pra voltar a responder os comentários, eu tenho que me dispor a colocar de volta o sistema original de comentários do Zip.net. Mas e a preguiça? Do tipo que hoje eu prefiri almoçar miojo a me comover o suficiente para arranjar um almoço decente. (Ontem foram 2 esfihas de queijo e 2 esfihas de carne, notem...). Preciso dar 30 paus pro borracheiro, que fica na esquina, mas to achando tão bom ficar em casa. Tenho que fazer exame de sangue, mas todas as manhãs eu tomo café e, só depois, lembro que tinha que estar jejuando. Estou viciado em jogar Portal, porque agora com meu computador novo eu volto a pensar em joguinhos. A vida segue assim, nesse estilo vidinha mesmo. Aí eu atualizo qualquer coisa pra ninguém encomendar meu enterro e tal.
Escrito por Klein às
14h38
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29
Meu aniversário? Foi bem obrigado. Desconsiderando a galera do scrap com "vou ter desejar um feliz aniversário adiantado porque amanhã estarei ocupado escovando meu pônei", a primeira ligação foi de uma menina com quem há uns meses atrás eu tive um tipo de troço. Por tipo de troço estou querendo dizer uma história que foi mais teórica do que prática.
- Oi como você tá?
- To bem, e você?
- Também... não te liguei esse tempo todo porque tenho voltado para Curitiba* todos os fins de semana!
- Ah, então quando você estiver por aí, me liga então. Aí de repente a gente toma um chopp.
- Legal... vou lá então. Beijo pra você. Não deixa nenhuma outra mulher te enrolar, tá? Só eu posso!
- Ok, beijo!
Desliguei o telefone pensando que faltou o ritual do parabéns, quantos anos mesmo?, bla bla bla. Bem, ela simplesmente não sabia.
Os festejos seguiram com a feijoada de mamãe. À noite, festinha no karaokê com toalha de mesa estilo restaurante de caminhoneiro. Presenças ilustres inusitadas. Destaque para o representante da elite carioca da categoria melhores amigos. A outra inusitada foi a paixonite que eu peguei umas vezes no ano passado amiga acompanhada de carinha bulinando sua coxa.
- Como assim ela não fala contigo desde a última vez que vocês saíram e apareceu hoje trazendo outro cara? Se eu fosse você, comia ela. Aí batia muito na bunda dela, comia o cu dela e enchia o cabelo alisado dela de porra. Aí é só não ligar no dia seguinte que ela volta querendo casar contigo!
É pra dar esse tipo de conselho que servem os melhores amigos, é o que penso. Mas acho que faltou ele recomendar que eu roubasse a carteira dela, furasse os 4 pneus do carro dela e seqüestrasse seu cachorro.
De qualquer forma, o que me importa mesmo é que eu tive um fim de semana fantástico, cheio de pessoas preferidas. E estou todo emotivo, mas isto não encaixa nesta classificação de coisas que me importam. Na hora de ir embora, paixonite que eu peguei umas vezes no ano passado amiga acompanhada de carinha bulinando sua coxa fez qualquer comentário de duplo sentido que não lembro no meu ouvido.
- Isso é uma proposta? - perguntei.
- Hmmm... não vou te dizer o que pensei!
- Tá bom, mas depois você vai ter que me contar!
Como vocês podem ver, estou levando muito a sério aquela proposta de não deixar outras mulheres me enrolarem.
* - Essa aí é casada. O marido e ela moram em Curitiba. Foi uma coisa "e aí, quer ser o outro?" Bem, eu topei, não to apaixonado e nem tenho escovado meu próprio pônei mesmo... mas nada nunca passou de uns amassos em um único dia desta encarnação.
Escrito por Klein às
15h19
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(O Haloscan ta me sacaneando. Não sei se é um problema sendo resolvido ou se eles realmente tiraram a opção de editar comentários. O que significa não responder os comentários. Então não se ofendam, estamos passando por problemas técnicos, bla bla bla).
Escrito por Klein às
11h01
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