Não é que eu não goste da Soninha. Eu gosto. E eu tenho uma simpatia pelo PPS que eu não sei explicar. Pra mim ele é o partido que traz o romantismo que o PT tinha antes de virar situação. Aquela coisa do "eles sabem do que é que a gente precisa" (uma mentira: eles são só oposição e mais nada). Mas eu acho besta pensar que ela era apresentadora da MTV, foi pra TV Cultura e foi demitida porque uma vez disse que já fumou maconha. Tudo bem fazer tudo isso, mas entrar para a política depois é que soa besta. Não combina. Tipo se aproveitando da popularidade. Outro dia eu cruzei com o Frank Aguiar. Ele tava de óculos escuros e tênis brancos. E tênis branco me da um pouco de agonia: não uso desde que era criança. Quando eu era criança eu sempre tinha dois pares de tênis: um branco e um preto. Mas isto não é importante para a cidade de São Paulo: o ponto que eu queria chegar é que eu vejo o Frank Aguiar e fico com uma puta vontade de dizer "boa tarde, senhor Deputado". E ele não vai poder achar ruim, mas eu e ele sabemos o quanto de sarcasmo está babando boca afora quando digo isto. Mas eu não disse. A Soninha ainda é um pouco mais séria que isso e acho que ela se empenha mais na coisa de representar algum cidadão. Fico com birra da maneira MTV/Malhação dela se colocar. Existe um estigma de representante do jovem que eu não sei se sou só eu ou se você aí também encara ela desse jeito. E eu tenho uma preguiça disto. Porque eu não sou jovem, eu sou velho. Se fosse jovem, não teria preguiça disto. E nem do resto do mundo, como eu tenho. E a voz do jovem, vocês sabem, é aquela coisa Charlie Brown Jr de ser. Mas enfim: apesar dessa porcaria jovem, que é o jeito parecer descolado falando coisas de hippies, tenho que confessar que achei muito atitude quando ela disse no debate da Bandeirantes que tinha ido aos estúdios de bicicleta. Eu acredito na bicicleta como uma solução para o trânsito de São Paulo. Mais do que eu acredito no Aerotrêm. E desde então eu penso mais na Soninha do que no Alckmim, na Marta ou no Kassab. Não no sentido de querer votar nela, só no sentido de pensar mesmo.
A crente louca aí, umas semanas atrás... às vezes ela faz umas aparições em horários aleatórios lá no meu cafofo. Não sei o que ela foi fazer lá, acho que benzer o local. Na minha imaginação ela tem glândulas no pescoço que esguicham água benta enquanto ela anda. Então, um dia, eu cheguo de manhã cedo e vejo o carro dela na porta da casa, sabia que ela estaria ali. um dia e fui subindo a escada. Quando estou chegando ali no segundo andar do sobrado vejo que a porta do banheiro está aberta e com a luz acesa. Pra tentar minimizar o susto eu chamo dona Crente Louca?, mas isto não minimiza muita coisa: deu naquele barulho atrapalhado de pés apressados socando o chão e a porta batendo com violência. Claro, não da para condenar. Ninguém gosta de ser pego de calças arriadas por aí. Muito menos Vossa Santidade a Crente Louca.
Logo que eu assumi o cafofo lá, comprei 4 rolos de papel higiênico para mim. O que rende muito: considerem que eu devo passar no máximo um ou dois dias por semana lá. Às vezes nem isto. Aí que uns tempinhos mais tarde, depois de quase pegar a Crente Louca daquele jeito que Deus a pos no mundo, eu notei que meu papel higiênico estava sumindo. E tive a infeliz criatividade de juntar as coisas: a filha da puta está cagando pra todo o lado e usando o meu papel higiênico.
Todo mundo sabe que eu sou ciumento com meus pertences. Inclusive meu papel higiênico. Então passei a deixar os meus rolos de papel higiênico dentro do meu quarto. Que fica absolutamente trancado enquanto não estou lá. Não sei se isto vai dar certo, se estou dando mesmo uma lição nesta Crente Louca como a que merecem todos que usam o papel higiênico alheio sem permissão. Outro dia tomei um café na padoca da esquina e perguntei pro cara do balcão se ele tinha visto alguém orando a Deus por papel higiênico de calça arriada no meio da rua. Ele disse que não. Tampouco encontrei algum sabugo de milho perdido pela casa. Talvez algum dia aconteça algo mais grave: eu chego em casa depois de vários dias fora e encontro só uma ossada de algué que estava sentada na privada. Talvez aí eu efetivamente sinta remorso (e vá para o inferno, a parada natural dos inimigos da Crente Louca, é claro).
Olá, eu sou o Klein e fisicamente pareço um príncipe
germânico. Blá blá blá. Todo mundo já
está de saco cheio deste papo de príncipe germânico,
vamos ser honestos, mas é a piada besta que acompanha este blog
desde que eu o tenho e é sempre disto que todo mundo lembra. Mas
na verdade esse negócio de príncipe é papo pra bundão.
O único príncipe brasileiro respeitável foi, a meu
ver, o Ronnie Von. Que não parece muito germânico. E também
não se parece muito comigo. De qualquer forma, hoje ele apresenta
um programa para donas de casa que ocupam suas tardes fazendo pirulitos
de chocolate para vender na vizinhança.
Não está nos meus planos apresentar um programa de auditório
para donas de casa. Nem estou renegando uma eventual realeza: só
estou explicando que esta coisa de príncipe germânico não
é necessariamente boa, mas eu não ousaria fazer um perfil
no meu blog que não citasse esta piadinha besta tão tradicional
por aqui. Mas acho que ultimamente estou mais para o outro cabeludo que
vai aparecer na sua rua do que para príncipe germânico.
De qualquer forma, sejam bem vindos ao meu blog. Se você é
o tipo de pessoa que gosta de ler qualquer tralha por aí, então
deu certo porque eu escrevo textos no estilo qualquer tralha. Se você
é o tipo de pessoa que apresenta programas de auditório
para donas de casa ou o tipo de pessoa que vende pirulitos de chocolate
para os vizinhos, saiba que não é nada pessoal. Por fim,
se você for o Ronnie Von, o Eduardo Araújo ou um dos irmãos
da família Carlos, oh, quanta honra vocês por aqui!