Eu sei que este assunto já ta velho, mas só hoje que eu efetivamente parei pra pensar. Que olha como as pessoas se entregam, né? A propaganda da Marta só perguntava "e o Kassab, tem família?". A primeira discussão é do que é mais importante para se governar uma cidade: eficiência administrativa ou a moral e os bons costumes? E logo responderam "uau, a Marta disse que o Kassab é gay". Eu acho mesmo o fim da picada você querer usar a vida pessoal de alguém como argumento anti-voto. Importa se ele é gay? Ela não disse que ele é gay com todas as letras, foi ele quem assumiu, mas importaria? Se a gente ta falando de vida pessoal, importaria se ele fosse casado e tivesse um filho não assumido? Acho que isto aí simplesmente não importa!
Eu já tinha ouvido este boato de que o Kassab é gay e eu ouvi isto há mais de ano, quando ainda não se falava de eleição. Uma pessoa que trabalhava em algum órgão da prefeitura me contou isto e que o namorado dele seria um outro político aí. Não sei se é verdade, mas quando a gente ouve isto, depois alguém pergunta se ele tem família e ele responde com tá me chamando de viado, rapá?, a coisa parece mais verdade ainda. Mas assim, prefiro falar sobre política de transporte público mesmo, porque é a única coisa que o Kassab faz que vai influir ou não na minha vida. Dar a bunda ou chupar rola, se é que ele faz, não muda a minha vida e a de praticamente ninguém. Só a do dono do cu e da rola mesmo.
Mas vou falar que se ele fosse, eu ia achar muito legal ele ter assumido. Eu penso logo no Richarlysson que tem aquele jeito todo e jura que não é gay... aí ele inventa uma namorada que tava na cara que foi coisa arranjada pra dissipar a questão. Quando todo mundo mais ou menos esqueceu, ele disse "galera, agora eu sou o Ricky". Para mim, querer ser chamado de Ricky foi a coisa mais gay dessa história toda. Seja ele gay ou não. Se ele tivesse assumido, teria sido um puta exemplo no sentido de que ele está no meio de um bando de machões falando it's okay to be gay. Ia ser o Rob Halford brasileiro, na boa! E ajudar um pouco a tentar explicar para as pessoas que uma pessoa ser gay não é um problema e tampouco super sensacional: é apenas normal, mais uma coisa que se pode ser e que muita gente é. Não condeno ele porque, em tese, ninguém é obrigado a militar e carregar bandeiras. O Kassab, se for gay, acho que tinha mais obrigação de assumir mesmo: político, até onde eu sei, é um cara que escolheu representar um número grande de pessoas e carregar bandeiras. E as que acredita. (Tudo isto na teoria, pelo menos). E dizer que ele é um cara normal (aliás, ele sequer parece gay, o que tornaria a questão mais importante ainda, já que ele está longe dos estereótipos) que governa uma cidade e acontece de ser gay. Ao invés disto, eu o vi outro dia no horário eleitoral dizendo algo como "sou solteiro e sou muito feliz": não contente em não assumir que é/não ser gay, ele deu satisfação para seu eleitorado. Trocando em miúdos: ele afirmou que a vida pessoal de quem governa define sua competência administrativa.
To indo votar agora... vou anular bonito e penso que os próximos 4 anos serão de escuridão e gosmas escorrendo pelas paredes por toda a cidade de São Paulo.
Olá, eu sou o Klein e fisicamente pareço um príncipe
germânico. Blá blá blá. Todo mundo já
está de saco cheio deste papo de príncipe germânico,
vamos ser honestos, mas é a piada besta que acompanha este blog
desde que eu o tenho e é sempre disto que todo mundo lembra. Mas
na verdade esse negócio de príncipe é papo pra bundão.
O único príncipe brasileiro respeitável foi, a meu
ver, o Ronnie Von. Que não parece muito germânico. E também
não se parece muito comigo. De qualquer forma, hoje ele apresenta
um programa para donas de casa que ocupam suas tardes fazendo pirulitos
de chocolate para vender na vizinhança.
Não está nos meus planos apresentar um programa de auditório
para donas de casa. Nem estou renegando uma eventual realeza: só
estou explicando que esta coisa de príncipe germânico não
é necessariamente boa, mas eu não ousaria fazer um perfil
no meu blog que não citasse esta piadinha besta tão tradicional
por aqui. Mas acho que ultimamente estou mais para o outro cabeludo que
vai aparecer na sua rua do que para príncipe germânico.
De qualquer forma, sejam bem vindos ao meu blog. Se você é
o tipo de pessoa que gosta de ler qualquer tralha por aí, então
deu certo porque eu escrevo textos no estilo qualquer tralha. Se você
é o tipo de pessoa que apresenta programas de auditório
para donas de casa ou o tipo de pessoa que vende pirulitos de chocolate
para os vizinhos, saiba que não é nada pessoal. Por fim,
se você for o Ronnie Von, o Eduardo Araújo ou um dos irmãos
da família Carlos, oh, quanta honra vocês por aqui!