Não posso reclamar de 2008. Foi um ano generoso e as coisas efetivamente giraram para mim. Não foi perfeito, mas só porque nunca é. Se fosse perfeito, eu não teria nada para fazer em 2009 e isso seria muito chato. Muita gente reclama desse ano e quer que a barreira simbólica do revellon passe logo. Dou razão para uma ou duas, teve gente que foi espremida até sair suco dos ossos. O resto reclama de barriga cheia e, ano que vem, vai estar falando exatamente a mesma coisa de 2009. Não é exatamente uma crítica, é uma constatação mesmo: a gente gosta de reclamar. Eu mesmo reclamo de muita coisa, bla bla bla. Mas não da pra negar que a minha vida, afinal, se acertou nessa parte de trabalho: eu to satisfeito, tenho planos e me sinto estável de grana e de função. Não sei se está certo pensar assim, mas, para mim, era a base que eu precisava para me preocupar com outras coisas. E, ah, isso tem uma relação enorme com meu post anterior... 2008 foi um ano em que eu efetivamente superei algumas das coisas que me espremiam. O que eu procuro desde, sei lá, sempre. Ainda não saí da casa dos meus pais. Ainda não gravei o meu disco de rock e nem o meu disco de metal. Ainda não esfreguei minha genitália em todas as meninas que tenho vontade. Mas, bem, uma coisa de cada vez, né?
Então pra você aí, que tenha um 2009 em que você consiga acabar tão satisfeito quanto eu. É o que da para eu desejar agora.
Olá, eu sou o Klein e fisicamente pareço um príncipe
germânico. Blá blá blá. Todo mundo já
está de saco cheio deste papo de príncipe germânico,
vamos ser honestos, mas é a piada besta que acompanha este blog
desde que eu o tenho e é sempre disto que todo mundo lembra. Mas
na verdade esse negócio de príncipe é papo pra bundão.
O único príncipe brasileiro respeitável foi, a meu
ver, o Ronnie Von. Que não parece muito germânico. E também
não se parece muito comigo. De qualquer forma, hoje ele apresenta
um programa para donas de casa que ocupam suas tardes fazendo pirulitos
de chocolate para vender na vizinhança.
Não está nos meus planos apresentar um programa de auditório
para donas de casa. Nem estou renegando uma eventual realeza: só
estou explicando que esta coisa de príncipe germânico não
é necessariamente boa, mas eu não ousaria fazer um perfil
no meu blog que não citasse esta piadinha besta tão tradicional
por aqui. Mas acho que ultimamente estou mais para o outro cabeludo que
vai aparecer na sua rua do que para príncipe germânico.
De qualquer forma, sejam bem vindos ao meu blog. Se você é
o tipo de pessoa que gosta de ler qualquer tralha por aí, então
deu certo porque eu escrevo textos no estilo qualquer tralha. Se você
é o tipo de pessoa que apresenta programas de auditório
para donas de casa ou o tipo de pessoa que vende pirulitos de chocolate
para os vizinhos, saiba que não é nada pessoal. Por fim,
se você for o Ronnie Von, o Eduardo Araújo ou um dos irmãos
da família Carlos, oh, quanta honra vocês por aqui!