|
(Na verdade é bem fácil fazer um blog sobre BBB. Não sei se é fácil fazer sucesso, o blog que eu escrevo faz sucesso porque tem alguém lá que já é autoridade no assunto há muito tempo, mas que é fácil fazer um, isso é. É só você pensar no mundo sob a ótica da teoria da conspiração. Ninguém faz nada por acaso, tudo é planejado, tudo tem um objetivo. Ninguém acerta nada na cagada dentro da casa. Quem erra, errou porque pensou em fazer determinada coisa e se enganou por causa de outra coisa. Fale sempre como se esta outra coisa fosse extremamente óbvia - até porque às vezes é mesmo. Além da teoria da conspiração, você nunca pode abandonar a análise dos personagens enquanto figuras públicas. E fale como se eles estivessem plenamente conscientes do que estão fazendo. Fulano enfiou o dedo no nariz quando saiu do manho e comeu o catoto que tirou de lá. Diga que ele fez isto para buscar a simpatia de um nicho do público telespectador e que ele comeu o catoto para fazer uma alusão à miséria no Brasil. Trate todos como figuras caricatas, estereotipadas e icônicas: é o que eles viram quando estão na televisão mesmo. É mais ou menos desse jeito que eu gosto de pensar em Big Brother. Mas não quero que este blog pessoal afunde nos meses de BBB porque vou ter que dar atenção ao outro... já faz tempo que eu nem escrevo direito aqui e isso é meio triste... na verdade, dar atenção ao outro já vai ser muito difícil: hoje a minha vida é bem mais escassa de tempo para qualquer coisa).
Escrito por Klein às
19h36
[
]
[ envie
esta mensagem ]

Tem estes macacos, que moram na minha casa. Quer dizer, faz tipo um ano já que eles estão por aí de bobeira porque a gente foi achando graça e dando comida, bananas, fundamentalmente, e por isto eles continuaram vindo e vindo e mais vindo. No começo eram poucos, uns 4, e hoje são muitos, são todos, tem toda a evolução das espécies. Do mais tosco primata até o parente mais próximo do homo sapiens, passando pelos fãs de NX Zero. E aí todo dia é a mesma coisa: os macacos chegam decendo pelo muro e para pegar as bananas, quando minha mãe começa a gritar OLHA KLEIN, VEM VER, SÃO OS MACAQUINHOS!. E como eu disse, já deixou de ser novidade faz tempo. Se chamou novidade um dia, hoje se chama apenas dia a dia. A fórmula básica para que todas as coisas do mundo percam a sua graça. Antigamente era novidade e comidinha para macaco, hoje em dia é dia a dia e minha casa é um lugar em que macacos retiram sua comida porque não pretendem procurar em outro lugar. Minha casa é um tipo de INSS para macacos. Se ainda fossem, sei lá, notas de 100 dólares que passam na minha casa para pegar banana, eu ainda acharia graça. Porque eu gosto de dinheiro. Mas notas de 100 dólares não são atraídas por bananas exceto se estivermos falando de grandes latifundiários, do barão das bananas ou merda que o valha. Também não é mulher pelada porque mulher pelada também não vem para minha casa comer banana. É o que acontece quando ainda se mora com os pais. Aí tenho que aguentar essa efusividade repetitiva de mamãe e eu já ignoro os macacos, provando que eu continuo sim uma pessoa extremamente mau humorada. Se eu passo reto, mamãe diz pro meu pai toda muxoxa: "é coisa de velho ficar olhando os macacos". A fonte da juventude não é um pocinho de água mágica (como sugeria o desenho do Pica-Pau), é, sim, seu filho olhando macacos com você.
Escrito por Klein às
17h59
[
]
[ envie
esta mensagem ]
[ ver mensagens anteriores ]
|