Eu não penso nisto como a crise dos 30. É um pouco ridículo dizer que você está reavaliando toda a sua vida porque você atingiu uma marca de idade. E ainda adotar um decimal exato, o 30, como se o 29 fosse pior ou como se o 31 fosse resolver os problemas do mundo. Se alguém me pergunta eu não falo "é que estou com 30 anos e tendo uma sensação de que estou estagnado em certos pontos sem saber o que fazer para progredir neles". Não penso no 30, só penso que já vivi uma quantidade de anos suficientes pra largar mão de certas babaquices. Mas não da para negar que completei 30 anos de idade e estou repensando na vida. Sabe como somos nós, pessoas que andam na contramão das micaretas: a gente não gosta de se render aos clichês. Eu não gosto e não me rendi, como todos aqui podem perceber. Ou mesmo como o dia dos namorados, que foi justamente numa época em que eu pensava que gostaria de estar namorando. Vejam, não tem qualquer relação com o dia dos namorados. Porque querer namorar no dia dos namorados é coisa de gente babaca. E estou afirmando que não foi isto que aconteceu, notem. Não sou este tipo de gente, eu acho
Tanto faz se é a dificuldade dos projetos de vida, dos pequenos cansaços do dia a dia, da dificuldade extrema que se instalou no quesito sustentar amizades e no crescimento exponencial da minha preguiça de conhecer pessoas e fazer concessões que ferem os meus princípios egoístas, aqueles, que eu sempre cultivei com tanto carinho. Enfim, acho que é uma agonia de proporções moderadas pós aniversário. Pelo menos disto eu escapei: as pessoas gostam de falar de um tal de inferno astral que viria antes do aniversário, não depois.
No mais, estou ensaiando escrever aqui sobre a mulher casada com quem saí duas vezes por estes dias e já estou tentando achar um jeito de fazer sumir da minha vida. Pode me dar bronca e dizer que sair com mulher casada não ajuda a vida de ninguém. Mas é que eu não tenho nada contra mesmo. O que eu tenho contra é ela ser casada e querer criar clima de romance. E eu ainda pagar roaming para ouvir clima de romance com mulher casada. Trate-me como uma mera foda, é o que eu acho. Diz a Cris que mulher nenhuma quer só uma foda. Não sei, eu não sou mulher alguma, o que dirá nenhuma. O que eu acho é que eu ando totalmente nessas de que quem não quer só uma foda sou eu, com a diferença de que eu não perderia meu tempo tentando convencer alguém a querer mais se está evidente que a pessoa não quer. Ou não tem condições práticas para isto (como em "eu tenho um marido").
Olá, eu sou o Klein e fisicamente pareço um príncipe
germânico. Blá blá blá. Todo mundo já
está de saco cheio deste papo de príncipe germânico,
vamos ser honestos, mas é a piada besta que acompanha este blog
desde que eu o tenho e é sempre disto que todo mundo lembra. Mas
na verdade esse negócio de príncipe é papo pra bundão.
O único príncipe brasileiro respeitável foi, a meu
ver, o Ronnie Von. Que não parece muito germânico. E também
não se parece muito comigo. De qualquer forma, hoje ele apresenta
um programa para donas de casa que ocupam suas tardes fazendo pirulitos
de chocolate para vender na vizinhança.
Não está nos meus planos apresentar um programa de auditório
para donas de casa. Nem estou renegando uma eventual realeza: só
estou explicando que esta coisa de príncipe germânico não
é necessariamente boa, mas eu não ousaria fazer um perfil
no meu blog que não citasse esta piadinha besta tão tradicional
por aqui. Mas acho que ultimamente estou mais para o outro cabeludo que
vai aparecer na sua rua do que para príncipe germânico.
De qualquer forma, sejam bem vindos ao meu blog. Se você é
o tipo de pessoa que gosta de ler qualquer tralha por aí, então
deu certo porque eu escrevo textos no estilo qualquer tralha. Se você
é o tipo de pessoa que apresenta programas de auditório
para donas de casa ou o tipo de pessoa que vende pirulitos de chocolate
para os vizinhos, saiba que não é nada pessoal. Por fim,
se você for o Ronnie Von, o Eduardo Araújo ou um dos irmãos
da família Carlos, oh, quanta honra vocês por aqui!